Brose nacionaliza acionamento de porta-malas e opera em três turnos
Módulo montado no Brasil já abastece duas montadoras; outras duas entram em 2027, com alta de 5% a 10% no faturamento prevista para 2026.
A Brose avança na nacionalização de sistemas automatizados de conforto no Brasil. Segundo reportagem da AutoData publicada em 9 de outubro, a empresa monta há dois anos o módulo completo de acionamento elétrico da tampa do porta-malas, já fornece a duas montadoras e fechou fornecimento para outras duas a partir de 2027.
Com cerca de 650 empregados em São José dos Pinhais (PR), Jarinu (SP) e Goiana (PE), a operação trabalha em três turnos na maior parte das áreas, informou Murilo Matta, presidente da Brose no Brasil. A unidade de Goiana fica no parque de fornecedores da Stellantis, um dos clientes do sistema de porta-malas.
Matta estima crescimento de 5% a 10% no faturamento de 2026 sobre 2025, no ritmo das montadoras. A nacionalização ainda depende de componentes importados, sobretudo sensores e centrais eletrônicas. O mesmo padrão vale para os módulos de porta, que reúnem elevador de vidro, travas, alto-falantes e sensores antiesmagamento.
A empresa afirma que um a cada dois carros produzidos no País leva algum sistema Brose. Negociações com montadoras chinesas instaladas no Brasil esbarram em escala: contratos locais de cerca de 30 mil módulos por ano frente a 300 mil na China, segundo o executivo. No Congresso SAE Brasil 2026, a Brose exibiu um protótipo com portas e bancos totalmente automatizados.
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