CNI propõe novo regime para mais que dobrar investimento em infraestrutura
Estudo aponta R$ 266,8 bilhões investidos em 2024, 2,27% do PIB, e calcula que o país precisa de cerca de R$ 550 bilhões por ano por ao menos duas décadas.
A CNI divulgou em 15 de setembro um estudo sobre o financiamento da infraestrutura no Brasil e defendeu um novo regime para o setor. O diagnóstico é que o país investe menos da metade do que precisaria para reduzir o déficit histórico.
Em 2024, foram aplicados R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, o equivalente a 2,27% do PIB. Para superar o hiato, o estudo calcula que o país precisa elevar esse índice a 4,65% do PIB, cerca de R$ 550 bilhões por ano, e manter o patamar por ao menos duas décadas.
O setor privado respondeu por R$ 188,1 bilhões do total de 2024, ou 70,5%. Os investimentos públicos somaram R$ 78,6 bilhões, puxados por estados e municípios. O estudo afirma que nenhuma fonte, sozinha, cobre a necessidade do setor.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, ampliar o investimento privado depende de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica. Ele defende que a infraestrutura seja tratada como política de Estado, e não de governo, para sustentar projetos de longo prazo.
Notícias relacionadas
CNI: condições atuais da indústria caem ao menor nível desde 2020
Índice de Condições Atuais cai a 40 pontos; expectativas sobem a 49,3 e o Icei fica em 46,2.
BNDES aprova R$ 181,8 milhões para híbrido da Renault no Paraná
BNDES aprova R$ 181,8 milhões para a Renault Geely desenvolver tecnologia híbrida no Complexo Ayrton Senna.
Pedidos de máquinas nos EUA têm terceiro maior mês já registrado em agosto
Pedidos de máquinas para metalurgia nos EUA somaram US$ 732,9 milhões em agosto, terceiro maior mês da série da AMT.