CNI passa a prever queda de 0,7% na indústria de transformação em 2026
Informe Conjuntural do 3º trimestre reduz a projeção do PIB de 2% para 1,6% e prevê alta de 1,3% para o PIB industrial.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026. A revisão está no Informe Conjuntural do 3º trimestre, divulgado em 28 de outubro de 2026, e se deve principalmente à piora esperada para a indústria de transformação e para os serviços.
Para a transformação, a entidade trocou a alta de 0,6% estimada em julho por uma queda de 0,7%. Segundo a CNI, pesam a demanda interna mais fraca, os juros elevados, o aumento dos custos de produção e a entrada substancial de produtos importados. O PIB industrial deve crescer 1,3%, sustentado pela indústria extrativa, com alta estimada de 9,1%.
A construção teve a previsão mantida em 1,5%. A CNI projeta IPCA de 5,15% em 2026 e Selic de 13,25% ao fim do ano, depois de dois cortes de 0,25 ponto percentual. Para Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da entidade, os setores que dependem do mercado interno estão sendo muito afetados pelos juros.
No comércio exterior, a CNI estima exportações de US$ 386,7 bilhões e importações de US$ 309,4 bilhões em 2026, com superávit de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima do resultado de 2025.
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