Stellantis defende incentivos à compra de autopeças produzidas no Brasil
Montadora pede maior integração com fornecedores nacionais; proposta ainda não representa novos contratos ou uma regra aprovada.
A Stellantis defende incentivos à compra de componentes produzidos no Brasil para ampliar a participação dos fornecedores nacionais na cadeia automotiva. Em entrevista publicada pela AutoData em 6 de outubro, Herlander Zola, presidente da companhia na América do Sul, afirmou que concentrar a política industrial nas barreiras às importações não resolve, por si só, a competitividade da produção local.
O executivo citou aço, pneus e autopeças como exemplos de compras que poderiam ser estimuladas. Sua estimativa é que o país receba cerca de 700 mil veículos prontos ou em kits CKD e SKD em 2026. O número é uma projeção apresentada pela montadora, não um resultado consolidado do ano.
Integração aos fornecedores
O ponto central da discussão é quanto do processo produtivo ocorre no país, além da montagem final. Na análise publicada pelo Alpha Autos, operações com conjuntos importados podem apresentar diferentes níveis de integração aos fornecedores brasileiros. A presença de uma linha de montagem, portanto, não informa sozinha a origem dos componentes utilizados.
Para a cadeia metalmecânica, o tema envolve oportunidades de fornecimento de peças e serviços industriais. A manifestação da Stellantis, porém, não anuncia novos contratos, metas de nacionalização ou uma regra aprovada. Eventuais efeitos sobre encomendas de usinagem dependerão das decisões de compra das montadoras e do desenho dos incentivos.
Fontes: AutoData e Alpha Autos.
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