CNI corta projeção e fábricas investem: a semana de 26 a 30 de outubro
Na semana de 26 a 30 de outubro, a CNI passou a prever queda na indústria de transformação, enquanto Librelato, Cummins e CNH anunciaram investimentos e o APT chegou a RMB 540 mil na China.
A semana de 26 a 30 de outubro no Usinagem360 juntou um diagnóstico pessimista para a indústria brasileira e empresas dispostas a investir. No Informe Conjuntural do 3º trimestre, a CNI passou a prever queda de 0,7% na indústria de transformação em 2026, no lugar da alta de 0,6% estimada em julho, e reduziu de 2% para 1,6% a projeção do PIB. A entidade atribui a piora à demanda interna fraca, aos juros elevados, aos custos de produção e às importações. Na mesma semana, a CNI levou ao STF uma ação contra o pagamento de horas extras por falta de pausa térmica e mostrou, no Radar da Indústria, que a política industrial recebeu R$ 755,2 bilhões em crédito desde 2023.
Nas empresas, o tom foi outro, puxado pela Fenatran, marcada para 9 a 13 de novembro. A Librelato investiu R$ 65 milhões na Série Avant, já solda com robôs toda a linha graneleira e soma cerca de 1,5 mil unidades em pré-venda, segundo a fabricante. A Cummins projeta 40 mil motores no Brasil em 2026, cerca de 10% a mais que no ano passado, com exportações de 70% a 80% maiores. A CNH começou a produzir plataformas Draper em Curitiba, com investimento de R$ 100 milhões, e a Tractian captou US$ 130 milhões numa rodada que a avalia em US$ 1,4 bilhão.
No chão de fábrica, os lançamentos foram de perfis bem diferentes. A Nidec apresentou a fresadora portal MVR-5X, com cabeçote de 341 N·m, torque cerca de 20 vezes maior que o do modelo anterior. A DMG MORI mostrou um bocal de foguete em Inconel 718 impresso na LASERTEC 30 SLM, de quatro lasers, e a TOPNC levou à vitrine o TF500, um CNC de bancada de cinco eixos para protótipos. A Mazak entrou no mercado de dobradeiras com a série XB, que consome até 60% menos energia que uma hidráulica convencional, segundo a fabricante. No software, a ELE Advanced Technologies reduziu em 20% o custo de ferramentas por peça com o Vericut Force, de acordo com a empresa.
Automação e metrologia completaram o quadro. A Schaeffler abriu em Taicang, na China, uma fábrica em que seis robôs humanoides montam atuadores para humanoides, e os pedidos de robôs na América do Norte subiram 24,8% no terceiro trimestre, segundo a A3. A K3Metrology recebeu £ 2 milhões do Innovate UK para a plataforma de medição Metralis.
O tungstênio voltou a subir na China. O APT ganhou RMB 20 mil na segunda, ficou parado em RMB 520 mil por tonelada até quarta e subiu outros RMB 20 mil na quinta, para RMB 540 mil, enquanto a wolframita foi de RMB 335 mil a RMB 350 mil na semana. A recuperação veio de compras de grandes empresas, mas a demanda seguiu restrita ao necessário. Ainda assim, a média de outubro da wolframita ficou 19,27% abaixo da de setembro. O cobalto caiu mais de 4% na quarta e na quinta.
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