Tungstênio volta a subir e Romi amplia carteira: a semana de 19 a 23 de outubro
Na semana de 19 a 23 de outubro, o APT chegou a RMB 500 mil na China, TRUMPF e DMG MORI mostraram máquinas novas e Romi, ZEN e TSEA trouxeram pedidos e investimento ao noticiário industrial.
O tungstênio voltou a subir na China e dominou a semana de 19 a 23 de outubro no Usinagem360. Na segunda-feira, o APT estava estável, cerca de 70% abaixo do pico de março, e as compras de grandes empresas davam sinais de estabilização. Na terça, o concentrado ganhou RMB 10 mil e voltou ao patamar de RMB 300 mil, e a CME anunciou um contrato futuro do metal. Na quarta, o APT subiu RMB 20 mil, a quinta foi de preços parados com alta na sucata de barras de metal duro, e a sexta fechou com alta de 12% do concentrado na semana e o APT em RMB 500 mil por tonelada. Molibdênio e Pr-Nd seguiram em queda nos cinco dias.
No chão de fábrica, a semana trouxe máquinas de perfis bem diferentes. A TRUMPF apresentou a TruLaser 8000 Power Edition, com laser de 50 kW para chapas de até 80 mm, segundo a fabricante. A DMG MORI confirmou que vai estrear o centro INH 63 FD e o robô GX Flex na JIMTOF, em Tóquio, de 26 a 31 de outubro. Na ponta do usuário, a Restormel Machine instalou uma Matsuura MX-330 PC10 com troca de 10 paletes e passou a produzir dez peças completas por noite, contra cinco meias peças antes. A Air Turbine completou o quadro com fusos pneumáticos de até 90 mil rpm para centros compactos.
Software, sensores e medição andaram juntos. A Mazak e a ABEJA anunciaram agentes de IA física ligados ao Mazatrol, com comercialização prevista até o fim do ano fiscal de 2028. A LK Metrology reduziu o erro de forma do scanner L100NX de 15 µm para 10 µm, segundo a fabricante. A Robotiq lançou uma garra com sensor tátil, com entregas a partir do primeiro trimestre de 2027, e a FANUC abriu em Michigan um centro de treinamento que elevou de 13 para 28 o número de salas de aula.
No Brasil, a semana teve investimento e pedidos. A carteira da Romi chegou a R$ 992,7 milhões, com entrada de pedidos de R$ 421,5 milhões no terceiro trimestre, alta de 8,5% sobre 2025. O BNDES aprovou R$ 20,2 milhões para a ZEN, de Brusque (SC), desenvolver autopeças para eletrificados, e a TSEA anunciou R$ 80 milhões na fábrica de Betim para transformadores de 138 kV. A Nissan de Resende cresceu 29,5% até setembro puxada pela exportação, e a CNI mostrou os bancos comerciais ganhando espaço no crédito de curto prazo à indústria, de 61% para 65,3% das empresas.
Fora do país, a ABB fechou uma joint venture com a Mitsubishi Electric em distribuição de baixa tensão por cerca de US$ 495 milhões, e a Vale projetou os metais básicos acima de 40% do seu Ebitda com o avanço do cobre. As matérias completas estão nos links ao longo do texto.
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