Exportação faz produção da Nissan em Resende crescer 29,5% até setembro
Fábrica fluminense, que produz Kicks e Kait, já exporta 22% do volume e cresce acima dos 11,4% da indústria de automóveis.
A produção da fábrica da Nissan em Resende (RJ) cresceu 29,5% de janeiro a setembro de 2026, segundo reportagem do Valor Econômico publicada em 16 de outubro. No mesmo período, a indústria de automóveis avançou 11,4%. A unidade, construída há 14 anos, fabrica dois modelos, Kicks e Kait.
O impulso veio das vendas nos mercados vizinhos. Até setembro, as vendas da montadora no mercado externo cresceram 145%, e a operação brasileira, que tinha pouca presença fora do país, passou a exportar 22% do que produz no sul fluminense, de acordo com o jornal.
No mercado interno, a Nissan vendeu 56,5 mil automóveis de janeiro a setembro, o mesmo volume de igual período de 2025, e tem 3,21% das vendas de automóveis. O sedã Versa vem do México, e Sentra e a picape Frontier saíram de linha. A montadora estuda voltar ao segmento de picapes.
O novo presidente da Nissan no Brasil, Ricardo Gondo, no cargo há dois meses, disse que a estreia em eletrificados será com o SUV híbrido X-Trail, importado do Japão provavelmente a partir de 2027, com o sistema e-Power. Ele confirmou planos de desenvolver uma versão flex dessa tecnologia, capaz de usar etanol.
Notícias relacionadas
CNI corta projeção e fábricas investem: a semana de 26 a 30 de outubro
A semana de 26 a 30 de outubro no Usinagem360 juntou um diagnóstico pessimista para a indústria brasileira e empresas dispostas a investir. No Informe Conjuntural do 3º trimestre, a CNI passou a prever queda de 0,7% na indústria de transformação em 2026, no lugar da alta de 0,6% estimada em julho, …
Tungstênio fecha outubro em recuperação na China, mas média do mês cai 19%
O tungstênio terminou outubro em recuperação na China, mas a média mensal da wolframita caiu 19,27% ante setembro, segundo Chinatungsten Online, CTIA e SMM.
CNI passa a prever queda de 0,7% na indústria de transformação em 2026
CNI revisou o PIB de 2026 de 2% para 1,6% e trocou a alta de 0,6% da transformação por queda de 0,7%.